Home

Diversidade Nas Organizações

Resumo

Este artigo apresenta elementos inerentes a diversidade nas organizações. Será abordado a dificuldade da inclusão social dos seguintes integrantes da sociedade:negros, deficientes e mulheres. Estes na maioria das organizações  não são potencializados, logo não recebem o valor merecido pelas competências apresentadas.  

Introdução

Praticar a diversidade é valorizar as diferenças e respeitar os indivíduos , independente de cor, gênero, deficiência física, etc. A diversidade tem grande importância nos cenários organizacionais, pois não se trata de um tema atual, somente, mas pelo comprometimento como a sociedade, sendo assim a diversidade envolve governo, empresas e os indivíduos de modo geral, incluindo nós acadêmicos.Este também é um tema polêmico e apresenta um grande problema como por exemplo: A dificuldade encontrada por deficientes físicos, negros, e até mesmo mulheres na busca de oportunidade efetiva no mercado de trabalho.

Esta dificuldade na inclusão é fruto também de fatores históricos e culturais. Em razão disso Governo e Empresas tem um importante papel e devem agir em sincronia a fim de incluir estas nos aspectos pessoais e profissionais, valorizando-as e dando as devidas condições para que estas possam realizar suas respectivas funções. Considerando as limitações físicas (no caso de deficientes), é um fator primordial quando se fala em diversidade pois a empresa deve se adequar aos deficientes e não estes se adequarem as empresas. Sendo assim questões como infra-estrutura das organizações também devem ser muito bem analisada.

É importante também uma conscientização e mobilização das empresas, gestores e funcionários para que recebam estas pessoas, consideradas minorias  

Do ponto de vista pratico para as organizações, facilitará  maior identificação de: fator critico de sucesso, adaptação ao perfil dos clientes, desempenho financeiro fortalecido, rotatividade reduzida, produtividade melhorada, aumento da satisfação no trabalho, menor vulnerabilidade legal, imagem corporativa valorizada, maior flexibilidade, reconhecimento adequado, sinergia, aumento de criatividade, equipes dotadas com visões diferentes e ampliadas, desde que a empresa utilize a diversidade.

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Neste capitulo será apresentado a origem da responsabilidade social e a sua função dentro das organizações. Na seqüência será abordada de maneira ampla, a história, conceito, fatores internos e externos da responsabilidade social, além da questão de gênero, raça e os portadores de deficiência física.

RESPONSABILIDADE SOCIAL

           Para Neto e Froes, (2001, p.26 - 27), responsabilidade social é: 

A Responsabilidade Social busca estimular o desenvolvimento do cidadão e fomentar a cidadania individual e coletiva. Sua ética social é centrada no dever cívico (...). As ações de Responsabilidade Social são extensivas a todos os que participam da vida em sociedade – indivíduos, governo, empresas, grupos sociais, movimentos sociais, igreja, partidos políticos e outras instituições.

Leno (2000, p. 29), assim descreve a importância para as organizações:

Na medida em que a diversidade seja um atributo característico das atividades da empresa, tornando-a conhecida como um bom lugar para trabalhar, com ambiente aberto e inclusivo, ele pode agregar qualidades positivas à sua imagem no mercado.

            Para Ashley (2002, p. 7):

Responsabilidade social significa algo, mas nem sempre a mesma coisa para todos. Para alguns, ela representa a idéia de responsabilidade ou obrigação legal; para outros, significa um comportamento responsável no sentido ético; para outros, ainda, o significado transmitido é o de responsável por, num modo casual. Muitos, simplesmente, equiparam-na a uma contribuição caridosa; outros tomam-na pelo sentido de socialmente consciente.

 

            Outro autor que define com bastante precisão o modelo da responsabilidade social de um tornar-se co-responsável e Oliveira (2003), ao enunciar que:

Responsabilidade social é o objetivo social da empresa da empresa somando a sua atuação econômica. É a inserção da organização da sociedade como agente social e não somente econômico. Ter responsabilidade social é ser uma empresa que cumpre seus deveres, busca seus direitos e divide com o Estado a função de promover o desenvolvimento da comunidade, enfim é ser uma empresa cidadã que se preocupa com a qualidade de vida do homem na sua totalidade. (Oliveira, 2003).

História

Referindo-se as questões históricas da responsabilidade social, Tenório (2004), faz a seguinte consideração: As organizações atuavam com suas responsabilidades no inicio do século XX com o filantropismo.

            A filantropia é basicamente uma ação social externa da empresa, que tem como beneficiária principal a comunidade em suas diversas formas (conselhos comunitários, organizações não-governamentais, associações comunitárias etc.), e organizações.

            Assim o filantropismo tem o poder desenvolver conceitos e bases sólidas nas organizações de voluntariado empresarial, cidadania corporativa e o desenvolvimento sustentável.

            A responsabilidade social tem como objetivo, resgatar os valores requeridos pela sociedade pós-industrial, nessa nova concepção fica perceptível o entendimento de que as empresas estão inseridas em um meio complexo, onde as atividades exercidas podem ou de certa forma atingem a comunidade e a sociedade, com essa pratica é preciso consciência de que as organizações não podem ter foco apenas nos interesses dos acionistas, mas também incorporando objetivos sociais de forma a preencher  uma lacuna que é de certa forma de competência de outras instituições governamentais, mas sempre é preciso ver as vantagens que essa situação provoca pois a organização pode integrar-se com a comunidade.

            Os primeiros estudos que se tem conhecimento, ano de 1950, entretanto é no período de 1970 que os trabalhos que carregam o tema ganham destaque que é merecido.

Uma das principais praticas de responsabilidade social podem ser identificadas primeiramente pelo fator  econômico, pois se não tiverem dentro desta pratica estarão em desvantagem por apresentarem custos sociais, trabalhistas e ambientais mais elevados que os concorrentes.

Outro fator não menos importante é que a responsabilidade social ou a prática desta ação de certa forma cria uma boa imagem da empresa no mercado, e com isso, conseqüentemente há uma valorização da marca e da empresa de modo geral. Neste caso a vantagem não aparece explicita como forma de lucro (diretamente), mas é a imagem da empresa que é projetada e assim é um investimento a longo prazo. É realizar uma ação afim de que o consumidor opte por consumir algo de certa empresa por conta das ações sociais que ela pratica.

Logo a empresa se torna mais forte e sólida.

Responsabilidade social das empresas, em meados de 1900 inicio da revolução industrial, o único objetivo das organizações era o de produção acima de qualquer coisa. Passado alguns anos marcados pelo final da 2ª guerra mundial com muita mudança e transição, chegou a era da informação década de 90 com culturas organizacionais focadas no futuro, valorizando o conhecimento, lidando com os seres humanos pró-ativos, dotados de inteligência e habilidades. (Horta, 2008).

            Mas a cada dia a tecnologia esta inserida para auxiliar e melhorar os postos de trabalho não só nas indústrias, mas em todas as profissões que dependem da inovação tecnológica cada dia presente em nossas vidas, toda essa tecnologia com intuito de padronizar os processos, aumentar a satisfação dos funcionários, diminuir o turno ver,( troca de funcionários), reter talentos e fidelizar o cliente.

            A responsabilidade social começa com o respeito aos que trabalham nas organizações, aos seus valores, as culturas e as crenças, continua com o atendimento de seus clientes e fornecedores externos com qualidade pontualidade e conformidade.

 Depois disso será pensado na responsabilidade sócia,l no conceito mais amplo, onde as empresas possam identificar formas inovadoras e eficazes de atuar em parceria com os públicos afetados por suas atividades, uma pesquisa obteve o seguinte resultado de que 76% dos clientes brasileiros têm plena convicção de que podem influenciar a atitude das empresas por meio do poder de compra, ao preferir adquirir produtos e serviços sustentáveis com essa atitude pode valorizar as empresas que tem suas bases na responsabilidade social: conservação do meio ambiente, respeito aos funcionários, envolvimento nas ações com a comunidade.

 E a preocupação é tanta com a responsabilidade das organizações que esta em fase de criação e elaboração a ISO 26.000 que fala das responsabilidades sociais das empresas, esta sendo encabeçada por dois países Suécia e Brasil, que participa pela primeira vez na elaboração de um ISO, o papel dessa ISO é de difundir de uma forma sistematizada, o que as empresas podem fazer, e apresentara diretrizes de Responsabilidade Social e orientações a organizações de diferentes portes.

Responsabilidade social interna

 Os autores  Neto e Froes (2001), defendem a idéia de que responsabilidade social interna é  a empresa investir nos seus funcionários. Mas temem que estas pessoas  se tornem verdadeiros portadores do marketing social da empresa onde trabalham. E ponto final, eles contribuem para a promoção da cidadania internamente, junto aos demais empregados  e parceiros da empresa. Por isso acreditam que a responsabilidade social interna deve ser algo bem definido pela organização a fim de gerar resultados sociais e não somente marketing puro.

Em seu artigo “Organização e Responsabilidade Social”, Zambeti (2008), (Consultora em Marketing e Recursos Humanos), diz que responsabilidade social Interna é o estágio inicial da cidadania empresarial e tem como foco principal o trabalho com o público interno  da organização, desenvolver um modelo de gestão participativa e de reconhecimento de seus empregados, promovendo comunicações transparentes, motivando-os para um desempenho ótimo. Este modelo de gestão interna compreende ações dirigidas aos empregados e dependentes, aos funcionários de empresas contratadas, terceirizadas, fornecedoras e parceiras.

Responsabilidade social externa

Neto e Froes (2001), definem uma estratégia de atuação das empresas de acordo com os conceitos de responsabilidade social interna e externa. Segundo os autores, um projeto de responsabilidade social externa pode ser dividido em quatro partes estratégicas:  foco, áreas de atuação, instrumentos, e tipo de retorno.

DIVERSIDADE NAS ORGANIZAÇÕES

Hanashiro e Carvalho (2003) definem que o conceito de diversidade inclui todos e não fica somente definido por raça ou gênero. A diversidade na opinião dos autores é a inclusão de uma maneira mais ampla, que engloba por exemplo: história pessoal, formação, estilo de vida, preferência sexual, origem geográfica, etnia, gênero, raça, habilidades físicas, entre outros fatores.

Segundo Pacheco (2002), a diversidade é a contratação e valorização das diferenças e isso faz com que o ambiente de trabalho se torne cada vez mais parecido com a sociedade. Isso com o objetivo de levar a igualdade, ou a prática desta, entre os funcionários, e como conseqüência disso, segundo o autor há uma melhora na imagem da empresa, tanto interna quanto externa, isso resultado da prática da diversidade nas organizações.

GÊNERO

 As desigualdades vividas no cotidiano da sociedade, no que se refere às relações de gênero, não se definiram a partir do econômico, mas, especialmente a partir do cultural e do social, formando daí as "representações sociais" sobre as funções da mulher e do homem dentro dos variados espaços de convivência, ou seja: na família, na escola, na igreja, na prática desportiva, nos movimentos sociais, enfim, na vida em sociedade. Teixeira (2005).

Mulher

            Lobos (2003) trás alguns dados significativos quanto a mulher no mercado de trabalho.

No Brasil em cada dois dos formandos nas melhores faculdades de administração (quase) um é mulher. Mas apesar disto a mulher brasileira ainda é diminuída no berço.

Segundo o autor o perfil atual da mulher (se tratando de cargos gerenciais): Trabalha em empresa de grande porte, nasceu em família de classe média ou alta, foi educada em cidade grande, tem pós-graduação (ou esta cursando), domina outra língua (geralmente inglês), trabalha por uma longa jornada, não esta satisfeita com o que ganha.

A grande reclamação das mulheres é que os cargos executivos são ocupados estritamente por homens e as mulheres acabam ficando no máximo nas funções gerenciais, geralmente nas áreas administrativas, de recursos humanos, e de comunicação.

As mulheres brasileiras estão cada vez mais qualificadas, têm mais tempo de estudo que os homens, começam a ingressar em profissões consideradas de prestígio e a ocupar postos de comando, ainda que lentamente.

Por isso, apesar dos avanços que comprovam o reconhecimento da importância da questão de gênero para as políticas públicas, as mulheres ainda são as mais vulneráveis a condições de trabalho precárias e ainda são remuneradas cerca de 70% a menos que um homem que exerça a mesma função. (Unifem, 2008).

RAÇA

 Conjunto de indivíduos cujos caracteres somítico tais como a cor da pele, a conformação do crânio e do rosto, são semelhantes e se transmitem por hereditariedade; o conjunto dos indivíduos com origem étnica, lingüística ou social comum (Machado, 2008).

Raça tem somente um significado científico e é biologicamente única.  Refere-se a uma única subdivisão  das espécies conhecidas,  membros de uma herança  física, a qual visa distinguir-se de outras populações da mesma espécie. Apesar desta definição ser precisa tanto quanto possível, os cientistas  entendem que não existem claras subdivisões na única espécie chamada homem, isto é, o homo sapiens. A maior parte das pessoas pertencem a categorias  entre subdivisões  do que  propriamente àquela  da qual pertencem, ou de que um mesmo indivíduo pode ter características que o colocam em diversas categorias simultaneamente (Mitchel e Jordan, 2008).

PORTADORES DE DEFICIÊNCIA

 

Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) calculam em cerca de 610 milhões o numero de pessoas com deficiência no mundo, dos quais 386 milhões fazem parte da população  economicamente ativa.

De acordo com as Organizações das Nações Unidas (ONU), 82% das pessoas com deficiência vivem abaixo da linha da pobreza nos países em desenvolvimento, o que corresponde a cerca de 400 milhões de pessoas. O problema é gravado por questões comuns em países subdesenvolvidos, como a falta de água, comida e nutrientes; educação e sistema de saúdes precárias; falta de oportunidade de emprego e o acesso praticamente nulo aos meios de comunicação e á informação em geral.

No Brasil, segundo dados divulgados em 2003 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) referente ao Censo Demográfico de 2000, as pessoas com deficiência representam 14,5% da população brasileira, isto é, cerca de 24,6 milhões de pessoas. Deste total, a incidência das deficiências foi a seguinte: deficiência visual, 48,1%; deficiência física, 27,0%; deficiência intelectual, 8,3%; deficiência auditiva, 16,7%.

São inúmeras as causas para os elevados índices de incidência de deficiência no País. Para a UNICEF, as mais freqüentes são: Nutrição inadequadas de mães e crianças, ocorrências anormais pré e peri natais, doenças infecciosas, acidentes de trânsito e de trabalho, violência urbana e rural, pobreza familiar, falta de maiores esclarecimentos da população sobre a deficiência e prevenção, e exclusão e abandono social.

Na comparação por regiões, a maior proporção de pessoas com deficiência se encontra no Nordeste (16,8%) e a menor, no Sudeste (13,1%).

No quesito “mercado de trabalho”, a pesquisa revelou que dos 24,6 milhões de pessoas com deficiência existente no Brasil, 15,22 milhões têm entre 15 e 59 anos, ou seja, estão em idade de atuar no mercado de trabalho formal. Desse total, apenas 51% (7,8 milhões) estão empregados (Bahia, 2006).